
O Grupo Horus anunciou, em 29 de julho de 2026, a aquisição da Arterìa, líder do mercado italiano em transporte, embalagem, movimentação, montagem e guarda de obras de arte. Com a operação, a rede internacional da qual a Clé Chenue do Brasil faz parte passa a ter casa própria em um país-chave para o mercado de arte e alcança 12 países, nas Américas, na Europa e na Ásia-Pacífico.
O anúncio, assinado por Matthieu e Julien Da Costa Noble, agradece a Alvise di Canossa e Antonio Addari, que conduziram a Arterìa desde a origem e seguem à frente da empresa dentro do grupo.
Quem é a Arterìa
A Arterìa nasceu em 2000, da união de quatro transportadoras de arte italianas de renome internacional. Em 2025, registrou faturamento de cerca de 25 milhões de euros. Hoje reúne mais de 130 profissionais em oito sedes operacionais, instaladas nos principais polos logísticos e culturais do país: Milão, Malpensa, Turim, Veneza, Bolonha, Florença, Calenzano e Roma.
A estrutura cobre a cadeia inteira, do atendimento a museus e galerias às soluções de alta tecnologia para conservação:
- Mais de 20.000 m² de depósitos de alta segurança, dos quais 5.700 m² em ambiente climatizado, com microclima controlado
- Frota de 30 veículos climatizados, rastreados por GPS em tempo real, e seis pátios monitorados para veículos em trânsito
- Três laboratórios de embalagens de proteção sob medida e três oficinas de molduras, vitrines e expositores em padrão museológico
- Certificações IATA Cargo Agent, Agente Regulamentado ENAC, AEO, ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001
Com a chegada da Arterìa, a capacidade de guarda da rede passa de 230.000 m².
Os pontos fortes da aliança
A Arterìa se junta a casas como a André Chenue, a LP Art e a Natural Le Coultre, que dividem a mesma cultura de excelência operacional e de preservação do patrimônio. O encontro abre frentes concretas de colaboração.
Formação
Os programas de treinamento da Arterìa se somam às iniciativas do grupo, entre elas a EILOA, a escola internacional de logística de obras de arte criada pela Chenue. O resultado é um ecossistema de aprendizado ampliado, com troca de conhecimento técnico entre equipes de continentes diferentes.
Inovação e conservação
A divisão Arterìa SafeTech, dedicada a vitrines sob medida e à consultoria técnica e científica para conservação, exposição e guarda de acervos, passa a dialogar com o LabEILOA, o laboratório de inovação do grupo. São duas linhas de pesquisa atacando o mesmo problema: manter a obra estável em trânsito, em reserva e em exposição.
Responsabilidade ambiental
A Arterìa é membro da Gallery Climate Coalition e tem certificações EcoVadis e ISO 14001. A prática aparece em medidas de rotina: otimização das rotas de transporte, prioridade a embalagens reutilizáveis ou recicláveis e auditorias energéticas das próprias sedes. É a mesma direção do trabalho que já rendeu ao grupo o prêmio França 2030 para desenvolver embalagens sustentáveis.
O que muda para quem tem coleção no Brasil
Uma obra que sai do Brasil para uma exposição na Itália, ou que volta de lá, deixa de depender de um agente terceirizado no meio do caminho. Ela percorre o trajeto inteiro dentro da mesma rede, com o mesmo protocolo de embalagem, o mesmo padrão de clima e a mesma rastreabilidade, da coleta à instalação.
É o princípio que orienta a cadeia de custódia da Clé Chenue do Brasil: nenhum intermediário desconhecido entre a reserva técnica e o destino final da obra.



