
Com 930 objetos produzidos por imigrantes europeus no sul do Brasil entre a segunda metade do século 19 e o início do século 20, o Museu do Ipiranga, em São Paulo, abriu no dia 27 de maio a exposição Design e cotidiano na coleção Azevedo Moura. O acervo estava em exposição em Porto Alegre, em 2024, quando a cidade foi atingida pelas cheias do Rio Guaíba, o que acrescenta uma camada adicional de história e memória à coleção. Com curadoria de Adélia Borges, a exposição teve organização e produção da Expomus e logística realizada pela Clé Chenue do Brasil, ambas do mesmo grupo internacional.
O que a coleção Azevedo Moura reúne
Através de itens de uso doméstico, brinquedos e ferramentas de trabalho, a coleção representa o imaginário social e o dia a dia de imigrantes alemães e italianos e revelam aspectos pessoais do universo de pessoas que buscavam construir uma nova vida. As obras conjugam as lembranças, as técnicas e os costumes trazidos pelos imigrantes de sua terra natal, de um lado, e as condições e materiais que encontraram na terra de adoção, de outro.
O valor afetivo, não o pecuniário
“A maioria desses objetos não tem valor pecuniário em si. Eles não são itens que se encontram em antiquários, valorizados por sua equivalência monetária. A maior parte é rudimentar e remete à nossa raiz rural. A urbanização do Brasil é recente, então essas peças suscitam relações fraternas, tradições geracionais e memórias afetivas”, afirma a curadora. Todo o acervo foi coletado e transportado pela Clé Chenue do Brasil com o mesmo planejamento e cuidado dedicado às obras de arte mais valiosas.
Como visitar
A exposição fica em cartaz até setembro de 2025, com entrada gratuita, no piso térreo do Museu do Ipiranga, que funciona de terça a domingo (incluindo feriados), das 10h às 17h (última entrada às 16h).
As demais exposições do museu são pagas. Mais informações no site da instituição.



